A reflexão sobre os parasitas…

“Seres humanos são seres vivos, com sentimentos, emoções puras e vontades infinitas” – isto penso eu, de vez em quando, na minha pura inocência, mas depois acordo dos meus pensamentos vagos e lembro-me de que a realidade desvia-se desta visão. Isto a propósito da minha reflexão sobre o facto de se todos somos capazes de amar: sim somos, mas uns dedicam a sua energia a pensamentos negativos e inúteis.

No outro dia, depois de jantar tinha ido eu tomar café com amigas minhas, e para me deslocar utilizei o meu carro, que naturalmente precisei de estacionar, pois não o posso guardar no meu bolso (o que daria imenso jeito). Quando cheguei ao local onde iria estacionar o meu carro, já lá estava à minha espera um daqueles arrumadores de carros milagrosos sem os quais nós não conseguiríamos “arrumar” as nossas viaturas, porque são cruciais claro na descoberta de lugares (só que não). Eu já aborrecida porque iria ser confrontada por um pedido de moeda daquela pessoa desconhecida, com a qual eu não tenho nada a ver, saio do carro e continuo a minha vida como se nada fosse (ouvindo a típica frase “menina não tem uma moeda?”). Normalmente, sou educada e respondo que não tenho ou que não posso ajudar, pedindo desculpa, mas nesse dia não o quis, pois não tenho de me justificar a uma pessoa com energia suficiente para correr feita barata tonta a incomodar as pessoas na rua.

Por vezes, fico com um sentimento de culpa por não querer compactuar com a alimentação de vícios desses homens que por aí andam, mas depois belisco-me e relembro-me que não o devo… Eu, uma pessoa jovem que precisa de pagar cursos de faculdade e de línguas para poder ter a formação adequada para ter sucesso na vida, não tenho qualquer tipo de ajuda de pessoas para os pagar, porque é que iria oferecer dinheiro a estranhos que o mais provável é utilizarem esse dinheiro para fazerem mal a si próprios?

Seguidamente, ao voltar do meu café, deparei-me com essa mesma pessoa desconhecida a dizer a mim e às minhas amigas “olha os teus pneus estão em baixo!”. Já não bastava o facto de ser mal educado e tratar-me como se me conhecesse ainda me diz algo que me deixou irritada! O quê? Tenho os pneus furados porquê? De imediato, eu e as minhas amigas dirigimo-nos aos meus pneus para ver se estavam de facto furados, e estava eu pronta para chamar a polícia. Quando me deparo com o homem a rir-se na minha cara a dizer “era uma piada, mas para a próxima vez que me ignorar pode mesmo ser verdade!”. Uma das minhas amigas disse-lhe algo que já não me recordo bem o que foi, mas só sei que ele disse logo de seguida “Tu nem me cumprimentaste!”. Nesse momento, sem hesitações eu gritei-lhe “Eu não o conheço de lado nenhum porque é que haveria de o cumprimentar!?”. Os meus pais sempre me ensinaram a não cumprimentar estranhos, especialmente com um aspecto duvidoso. Eu sei que já não sou criança nenhuma e não costumo julgar as pessoas pela aparência, mas por amor de deus, porque haveria este homem de me incomodar numa noite relaxada?

Certamente, conto-vos esta história porque comecei a questionar-me se, de facto, existirão parasitas na sociedade. Eu quero acreditar que não e que as pessoas têm toda a sua capacidade de escolha, mas a verdade é que encontramos pessoas no dia-a-dia que cultivam a maldade, a inveja, a preguiça, e que não se esforçam minimamente para alcançar os seus objectivos, querendo simultaneamente ter o mesmo que os trabalhadores. Essas pessoas acham-se, de certa forma, acima da lei, que são superiores e que o mundo lhes deve alguma coisa, por isso cobram constantemente uma dívida inexistente aos que se encontram à sua volta. E quando falo destas pessoas não estou a somente referir-me a arrumadores de carros, mas também àquelas pessoas que passam a vida a dizer mal da nossa situação política e que, no entanto, vivem de subsídios do Estado, cuspindo na mão de quem lhes dá de comer. Muito parecidas com estas pessoas são aquelas que defendem o comunismo (atenção que não são todas iguais), pois se seguirmos o comunismo na prática vamos ter uma sociedade vazia, branca, semelhante à vivida na antiga União Soviética, desprovida de originalidade e injusta, visto que não premeia o esforço e apenas a igualdade.

Para mim, o mundo não é um sítio justo, e muitas vezes as pessoas chegam a ter momentos da sua vida em que questionam o seu sentido. Contudo, cabe-nos a nós observar histórias de valentes guerreiros que superam grandes problemas na vida, pessoas que deixaram as desculpas de parte, o passado para trás e meteram as mãos à obra. Cabe-nos a nós observar essas histórias e, sim, levantar a cabeça, seguir com o jogo e nunca desistir por mais difíceis que sejam as situações. Cabe-nos as nós não sermos uns parasitas na sociedade e oferecer o que há de melhor em nós, com humildade, respeito pelos outros e compreensão. Cabe-nos, ainda, a nós ajudar as pessoas à nossa volta e impedir que se deixem levar pelas derrotas, porque sem amigos, sem família todos os nossos sucessos não nos preenchem.

Finalmente, quero concluir que existem, sim, parasitas na sociedade, como existem no mundo animal, mas nós temos a capacidade de melhorar essa sociedade e para contribuir para que todos possamos ter as mesmas oportunidades de singrar na vida, no quer que isso seja. Muito obrigada por lerem o meu post, um pouco mais comprido do que o costume! Que sejam sempre felizes e que o vosso futuro seja cheio de coisas boas!

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s